Mercado de infoprodutos se organiza para entrar no debate que definirá as regras da economia digital

Primeira entidade nacional do setor nasce em meio ao avanço das discussões sobre inteligência artificial, responsabilidade das plataformas, proteção ao consumidor e segurança jurídica para negócios baseados em conhecimento

Enquanto o Brasil discute novas regras para inteligência artificial, responsabilidade das plataformas digitais, proteção de dados e relações de consumo no ambiente online, um dos setores que mais cresceram nos últimos anos passa a contar com representação institucional própria. Foi lançada a Associação Brasileira de Infoprodutores (ABIP), primeira entidade nacional criada para representar os interesses de produtores de conteúdo, especialistas, educadores digitais e empreendedores da economia do conhecimento.

A iniciativa é liderada por Fernanda Marinela, advogada, professora de Direito Administrativo, autora de obras jurídicas e ex-conselheira nacional do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Atualmente, ela preside a ABIP e defende que o amadurecimento da economia digital exige participação mais ativa do setor nas discussões que definirão o ambiente regulatório dos próximos anos.

O lançamento ocorre em um momento em que os negócios digitais deixaram de ocupar uma posição periférica na economia para se tornarem uma alternativa concreta de geração de renda, educação, capacitação profissional e empreendedorismo. Ao mesmo tempo, cresce a pressão por regulamentações capazes de equilibrar inovação, proteção do consumidor e segurança jurídica.

Segundo Fernanda Marinela, a ausência de uma representação nacional dificultava a participação organizada do setor em debates que podem impactar diretamente milhares de empresas e profissionais.

“O mercado de infoprodutos transformou a forma como o conhecimento é produzido, distribuído e consumido no Brasil. Hoje, milhões de pessoas aprendem, empreendem e geram renda por meio da economia digital. No entanto, um setor com essa relevância econômica ainda não possuía uma entidade dedicada a acompanhar e participar das discussões que afetam sua atividade. A ABIP nasce para ocupar esse espaço”, afirma.

O setor quer participar da construção das novas regras

A expansão da economia digital trouxe oportunidades inéditas para especialistas, professores, consultores e empreendedores que passaram a comercializar conhecimento por meio de cursos online, mentorias, assinaturas, comunidades e programas de capacitação.

Por outro lado, o crescimento acelerado do segmento também ampliou os desafios relacionados à proteção do consumidor, à responsabilização de agentes envolvidos na cadeia digital, ao combate a fraudes, à tributação e à definição de parâmetros regulatórios para novas tecnologias.

Nesse contexto, a ABIP pretende atuar como interlocutora do setor junto ao Congresso Nacional, órgãos reguladores, Poder Judiciário e demais instituições envolvidas na construção das políticas públicas voltadas à economia digital.

“A transformação tecnológica está acontecendo em velocidade muito superior à capacidade de atualização das regras. Isso exige diálogo permanente entre setor produtivo e poder público. Nosso objetivo não é defender privilégios, mas contribuir para a construção de um ambiente regulatório moderno, equilibrado e compatível com a realidade dos negócios digitais”, afirma Fernanda.

Inteligência artificial amplia os desafios da economia do conhecimento

Entre os temas que devem ganhar protagonismo nos próximos anos está o impacto da inteligência artificial sobre a produção, distribuição e monetização de conteúdos digitais.

Ferramentas capazes de criar textos, vídeos, imagens e materiais educacionais vêm alterando a dinâmica de diversos mercados, levantando debates sobre autoria, propriedade intelectual, responsabilidade e relações de consumo.

Para a presidente da ABIP, a discussão não deve se limitar aos aspectos tecnológicos. “A inteligência artificial cria oportunidades extraordinárias de inovação, mas também traz desafios jurídicos e econômicos que precisam ser enfrentados. O Brasil tem a oportunidade de construir um ambiente regulatório que incentive o desenvolvimento tecnológico sem comprometer a segurança dos consumidores e a livre iniciativa”, diz.

Representatividade para um mercado em transformação

A entidade reunirá empresários, especialistas, educadores, produtores digitais e demais profissionais ligados à chamada economia do conhecimento. Entre seus objetivos estão a defesa dos interesses legítimos do setor perante autoridades públicas, o fortalecimento de boas práticas, a promoção da ética nas relações de consumo, o incentivo ao empreendedorismo digital e o acompanhamento de projetos de lei e regulamentações que possam impactar a atividade.

Além disso, a associação pretende produzir estudos, fomentar debates e contribuir para a formulação de propostas voltadas ao desenvolvimento sustentável da economia digital brasileira.

Para Fernanda Marinela, a criação da ABIP representa um marco no processo de amadurecimento de um mercado que ganhou relevância econômica e social nos últimos anos e que agora busca maior participação institucional.

“O futuro da economia digital será definido por decisões tomadas agora. Quem produz conhecimento, gera inovação, cria empregos e movimenta negócios precisa participar dessa construção. A ABIP nasce justamente para garantir que a voz desse setor esteja presente nos debates que definirão os próximos passos da transformação digital no Brasil”, conclui.

A associação foi criada com atuação nacional e terá como foco a defesa da livre iniciativa, da inovação, da segurança jurídica, da ética nas relações de consumo e do fortalecimento da economia do conhecimento no país.

Sobre Fernanda Marinela

Fernanda Marinela é advogada, professora de Direito Administrativo e uma das principais referências nacionais na área jurídica. É autora de diversas obras especializadas, entre elas o Manual de Direito Administrativo (20ª edição, 2026) e o Manual de Licitações e Contratos Administrativos (6ª edição, 2026). Ao longo de sua trajetória, ocupou posições de destaque como Conselheira Nacional do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Presidente da Unidade Nacional de Capacitação do CNMP, Presidente da OAB Alagoas, Conselheira Federal da OAB por dois mandatos e Presidente da Comissão Nacional da Mulher Advogada da OAB Nacional. Também foi Procuradora-Geral da Infra S.A., empresa pública federal. Atualmente, presta assessoria à Presidência do CONFEA e preside a Associação Brasileira de Infoprodutores (ABIP).

Para mais informações, acesse o instagram, linkedin, youtube ou pelo site.

Sobre a ABIP

A Associação Brasileira de Infoprodutores (ABIP) é a primeira entidade de âmbito nacional criada para representar institucionalmente o mercado de infoprodutos e negócios digitais no Brasil. A associação reúne produtores de conteúdo, especialistas, educadores digitais, empreendedores do conhecimento e demais agentes da economia digital, atuando na defesa da livre iniciativa, da inovação, da segurança jurídica e das boas práticas nas relações de consumo. Entre seus objetivos estão o fortalecimento do diálogo com o poder público, o acompanhamento de temas regulatórios, a promoção da profissionalização do setor e o desenvolvimento sustentável da economia do conhecimento.

Para mais informações, acesse o instagram.

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