Setor de serviços recua 1,2% com destaque para transportes

Queda na área de turismo chegou a 4% na comparação com março desse ano

O IBGE divulgou nesta sexta-feira, 15 de maio, números que apontam um recuo no volume de serviços do país em 1,2%, em março de 2026. A queda foi acompanhada por todas as cinco atividades analisadas, com destaque para os transportes, com 1,7%. As informações são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada hoje (15) pelo IBGE.

Segundo o analista da pesquisa Luiz Carlos de Almeida Junior, nos últimos 5 meses, foram observados um mês de estabilidade e 4 meses de variação negativa, o que faz com que o setor de serviços acumule queda de 1,7% desde outubro de 2025, mês em que foi observado o ponto mais alto da série. “Setorialmente, todas as 5 atividades investigadas mostraram queda na comparação com o mês imediatamente anterior. O setor de transportes foi o principal responsável pela queda observada no Brasil neste tipo de comparação”, explicou.

As demais quedas vieram dos serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,1%); de informação e comunicação (-0,9%); dos outros serviços (-2,0%); e dos serviços prestados às famílias (-1,5%). O primeiro acumulou uma perda de 2,3% nos últimos quatro meses; o segundo devolveu parte da alta acumulada nos três meses anteriores (2,8%); o terceiro acumulou uma perda de 2,4% nos últimos dois meses; e o último eliminou integralmente a expansão registrada no mês anterior (1,1%).

No acumulado do ano, o volume de serviços expandiu 2,3% frente a igual período de 2025. Já o acumulado nos últimos doze meses aumentou 2,8% em março de 2026, mantendo o ritmo de expansão frente ao observado em fevereiro (2,8%) e assinalou a taxa menos intensa desde outubro de 2024 (2,7%).

Atividades turísticas recuam 4,0% em março

O índice de atividades turísticas apontou retração de 4,0% em março de 2026 frente ao mês imediatamente anterior, segundo resultado negativo seguido, período em que acumulou uma perda de 5,4%. Com isso, o segmento de turismo se encontra 6,5% acima do patamar de fevereiro de 2020 e opera, em março de 2026, 6,3% abaixo do ápice da sua série histórica, alcançado em dezembro de 2024.

“No agregado especial de atividades turísticas, observou-se uma queda de 4,0% no índice na margem. Esta retração foi influenciada pelos recuos observados nos serviços de hotéis, serviços de reserva relacionados à hospedagem, transporte aéreo e locação de automóveis”, comentou Luiz Carlos.

Dos 17 locais pesquisados, 14 acompanharam o movimento de queda verificado na atividade turística nacional (-4,0%). A influência negativa mais relevante ficou com São Paulo (-6,3%), seguido por Rio de Janeiro (-2,4%), Bahia (-5,3%), Pernambuco (-9,2%) e Minas Gerais (-2,8%). Em sentido oposto, Rio Grande do Sul (1,4%) liderou os ganhos do turismo neste mês, seguido por Rio Grande do Norte (1,3%) e Goiás (0,4%).

Transportes de passageiros e de carga têm queda

O volume de transporte de passageiros recuou 3,4% em março de 2026 em comparação ao mês imediatamente anterior, segunda taxa negativa seguida, período em que acumulou uma perda de 4,3%. O segmento se encontra, nesse mês de referência, 1,7% acima do nível de fevereiro de 2020, pré-pandemia, e 22,1% abaixo de fevereiro de 2014, ponto mais alto da série histórica. Por sua vez, o volume do transporte de cargas apontou retração de 1,0% em março de 2026, após ter crescido 0,8% no mês anterior. Dessa forma, o segmento se situa 5,1% abaixo do ponto mais alto de sua série (julho de 2023). Com relação ao nível pré-pandemia, o transporte de cargas está 37,1% acima de fevereiro 2020. (Fonte: IBGE)

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